domingo, 13 de maio de 2007





O lápis

O ponto

única união entre o silêncio

e o traço que parte

cauda da viagem inaugural

que cresce na aventura da página.

O lápis

vibrante esguio

incorruptível

constroi o desenho e as formas

na luz pura da liquída linha

sinais poéticos indizíveis

num corpo de geometrias

explodindo ordenado

nas dispersão das ideias.

A mão

extensão da alma onde a certeza corre

deslumbrada

em clarões de grafite

ângulos torcidos que brilham

silenciosos

em gestos

o que os deuses não revelam.

Um comentário:

Anônimo disse...

é uma artista ne?
bjs gatinha